Maioria dos consumidores valoriza mais as imagens do e-commerce.

Pesquisa: 82.5% dos consumidores dão mais atenção às imagens do e-commerce depois da pandemia.

É o que revela pesquisa da Fotopontocom sobre os impactos da imagem durante o período mais transformador vivido pelo setor na última década.

A imagem passou a valer mais no e-commerce no último ano, segundo uma pesquisa da produtora de imagens para o e-commerce, Fotopontocom, realizada com 44 consumidores online entre abril e maio deste ano. Segundo o levantamento, 82.5% dos respondentes começaram a olhar as fotos e os vídeos dos produtos que compram na internet com mais atenção após o início da pandemia. Quando questionadas sobre a importância das imagens para a sua decisão de compra, 68% das pessoas classificaram como extremamente importante e 32% como importante. 

Um sinal de alerta para as empresas que atuam no ambiente digital e ainda não priorizaram este ponto crítico da cadeia do comércio eletrônico. Quase todos os entrevistados disseram que já desistiram de fechar um pedido online porque as imagens do produto eram de má-qualidade (97,5%). “Um material mal produzido impacta na confiança do consumidor com a marca. A home page do site deve funcionar como a vitrine de uma loja física e a página do produto, por sua vez, é onde o comprador vai mergulhar na experiência sensorial, conferindo os detalhes e o acabamento daquele item. Quando essa jornada é bem construída, leva à conversão”, explica Carolina Soares, Co-Fundadora da Fotopontocom.

Como alcançar essa fórmula, é o grande desafio. Um problema ainda maior para os varejistas que precisaram se digitalizar rapidamente para manter a operação de pé durante o fechamento das lojas físicas. Para quem está buscando respostas para montar a sua estratégia, a pesquisa gerou alguns insights relevantes. Em primeiro lugar, a maioria dos respondentes afirmou que a loja virtual deveria disponibilizar quatro ou mais fotos para ajudar o comprador. Em relação à composição da imagem, os entrevistados revelaram que preferem ver o item em fundo branco nas lojas virtuais (53.8%) e em um cenário, quando estão nas redes sociais (47.3%). Ao destacar-se o segmento de Moda, Calçados e Acessórios, a maioria escolheu como favorita a imagem da peça usada por um modelo, tanto no e-commerce (68.4%), quanto nos perfis da marca (60.5%).

Outros formatos também são bem-vindos, de acordo com os dados do levantamento. Quase todos os compradores disseram que vídeos sobre o produto ajudam na sua decisão por fechar o pedido (89.4%). O mesmo vale para os infográficos, ainda pouco explorados pelos lojistas (75.6%). E quem achava que o texto poderia ser negligenciado nesse conjunto estava enganado: 70.2% das pessoas declararam ler atentamente toda a descrição do produto antes de comprar. “Esse tipo de material pode parecer um complemento à fotografia, mas, na verdade, cumpre de forma bem eficiente o papel de mostrar as qualidades, vantagens e diferenciais do produto diante dos competidores”, pontua Soares.

Em relação aos segmentos, os consumidores destacaram que as imagens tornam-se ainda mais importantes ao comprarem itens de Moda, Calçados e Acessórios (97.3%), Móveis e Decoração (81%), Cama, Mesa e Banho (67.5%), Saúde e Beleza (59.4%) e Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (48.6%). Após a venda, o material visual continua a impactar a percepção e o custo atrelado à operação do e-commerce. Quase 60% dos entrevistados confessaram que já devolveram uma mercadoria que não correspondia às fotos da loja virtual (59.4%). “Cada elemento da cadeia está interligado. No caso da imagem, o reflexo vai desde a percepção da marca, passando pela venda e pela logística e influenciando, inclusive, a fidelização do cliente final”, completa a executiva.


Fotos para marketplaces? Planeje e produza de forma estratégica!

A imagem cumpre um papel fundamental na cadeia do e-commerce, desde atrair o consumidor online e revelar as características do produto, até influenciar na decisão de compra. Quando falamos das fotos para marketplaces, não é diferente. O lojista precisa considerar essas importantes plataformas de vendas desde o início do seu planejamento fotográfico. Ou seja, levar em conta os formatos e padrões exigidos em cada canal, ao pensar e definir como criar as imagens que melhor apresentam as suas mercadorias. 

Ao agir estrategicamente, a marca tem a oportunidade de reduzir os custos e se posicionar de forma mais competitiva em relação aos concorrentes. Sim, imagens profissionais e bem produzidas são um dos caminhos para vencer a briga pela preferência do consumidor nos shoppings online. Neste artigo, explico cada aspecto a ser observado na sua jornada pela foto perfeita.

O básico necessário

Na produção fotográfica, são necessários alguns cuidados técnicos comuns tanto para o e-commerce quanto para os marketplaces. Antes de tudo, as fotos precisam ter qualidade profissional, ainda que a loja online faça suas imagens internamente. O primeiro ponto crítico é a iluminação. Os produtos devem ser fotografados com luz adequada para garantir nitidez e não alterar sua cor e características. 

As fotos têm que apresentar a proporção adequada e que não gere a ilusão de que o objeto tem um tamanho diferente da realidade. Em relação ao plano de fundo, o branco é a cor  recomendada. Atentando para esses pontos já ao criar o seu briefing e planejamento, o lojista evita retrabalho e gastos adicionais desnecessários no futuro para gerar um material que atenda tanto à loja virtual quanto aos marketplaces.

Na hora do clique, é essencial fotografar diferentes ângulos do objeto. Por exemplo: de frente, de lado, por dentro, realçando o acabamento, o material ou as funcionalidades que tornam o produto especial dependendo da categoria. No caso de perfumaria, por exemplo, o consumidor espera ver o item na embalagem e fora dela. Já para bolsas, o ziper, a costura e o forro podem fazer toda a diferença para o comprador.

Também vale lembrar que é possível capturar a peça sendo usada por um manequim ou modelo ou posicionada em um cenário como alternativa complementar. No entanto, isso não substitui a necessidade da imagem still, que, normalmente, é utilizada como a primeira na página de oferta do produto. Quanto mais simples e direta for a foto, menor a chance de o usuário se confundir, fazendo-o desistir da compra. Parecem pequenos detalhes, mas essa atenção reflete na relevância das ofertas e na conversão diante da concorrência.

Chegamos à pós-produção. Essa etapa mostra o quão primorosa foi a criação do material. Costumamos dizer que mais vale um demorado e criterioso ensaio fotográfico e uma edição fluida, do que fotografar com velocidade e ter uma sobrecarga de ajustes e correções a serem resolvidos na edição. Isso porque essa fase final agrega mais custo ao processo, pesando no bolso do lojista. Então, não esqueça: um briefing assertivo que resulte em um ensaio bem realizado e um fechamento mais dinâmico será sempre a melhor opção.

Ainda durante a finalização, também é importante ter em mente que a foto editada deve se manter o mais fiel possível ao item real. Todo lojista sabe do transtorno gerado quando a mercadoria recebida não corresponde à que o comprador visualizou online. Além da frustração com a marca, muitas vezes, o consumidor solicita a devolução do item, impactando no fechamento da jornada e encarecendo ainda mais a operação. 

De olho nas regras dos marketplaces

O ecossistema de marketplaces no Brasil é amplo e diverso, das grandes plataformas para todos os tamanhos de lojistas às focadas em categorias de nicho. Mas quando o assunto é imagem, as boas práticas são semelhantes. As fotos precisam ser limpas e 100% focadas no produto. Ou seja, sem bordas, contornos, reflexos, texto, QR code, valores promocionais, nada que distraia o usuário do item ofertado. Divulgar dados de contato é expressamente proibido, tanto no texto, quanto nas imagens. As fotos também precisam ser autorais ou de domínio público. Caso contrário, a plataforma pode penalizar o lojista, retirando o anúncio do ar. 

Ao subir o material fotográfico, também é importante ser estratégico. A primeira imagem deve ter o produto de frente e, se possível, fora da embalagem. As demais podem mostrar outras perspectivas do mesmo item, como ele fica no ambiente ou ao ser usado por um modelo. As imagens precisam ter relação direta com o título e a descrição do anúncio para ampliarem as chances de indexação na busca.

A qualidade também otimiza a relevância nos resultados de pesquisa. Por isso, observe as dimensões pedidas pelos marketplaces nos quais pretende vender, uma vez que as especificações variam bastante. Enquanto uma plataforma permite fotos com tamanho entre 350×350 e 1000×1000 pixels, outra pode exigir no mínimo 1200×1200 pixels. O peso e a quantidade de imagens permitidas por anúncio também muda de acordo com o canal.

Agora, você já sabe quais são os pontos críticos na produção das suas fotos para marketplaces! Lembre-se que o sucesso das imagens e, consequentemente, das vendas nessas plataformas dependerá, sempre, do seu planejamento estratégico e dos parceiros que ajudarão a executá-lo. Produzir boas imagens, que ilustram os seus produtos com perfeição e aproximam a marca do seu consumidor, deve ser visto sempre como um investimento.