Fotografia no e-commerce: a imagem não sobrevive mais sozinha

O boom de novos e-commerces mostrou que a imagem depende cada vez mais de uma cadeia integrada que envolve do planejamento ao conteúdo para conquistar o consumidor

A conhecida frase “a imagem é tudo” caiu por terra de vez durante a pandemia da Covid-19. O conceito de que a foto era o principal fator na decisão de compra do consumidor online deixou de ser soberano, consolidando um novo momento no e-commerce brasileiro. Neste cenário renovado, em que milhares de lojas virtuais entraram em atividade da noite para o dia, a imagem não sobrevive mais sozinha, mas depende de toda uma cadeia integrada que inclui desde a pré-produção fotográfica até a criação e publicação de conteúdo textual de qualidade. Cada uma dessas frentes tem valor fundamental para o resultado esperado no comércio eletrônico: a compra.

 Podemos dizer que essa transformação no mercado digital já vinha acontecendo nos últimos anos de forma gradual. A crise financeira somada ao isolamento social que pressionou o Varejo a acelerar sua entrada ou, em muitos casos, ampliar sua presença online, apenas antecipou o debate. Afinal, priorizar a cadeia completa da imagem e conduzi-la profissionalmente pode fazer a oferta saltar aos olhos do consumidor, enquanto que negligenciar esse processo tão importante pode ser suficiente para perder uma boa venda.

 O fluxo que leva da demanda pela foto até o produto na loja pronto para ser comprado é complexo e cada detalhe faz toda a diferença. Para ter um olhar mais cuidadoso, o lojista deve começar aliando o planejamento fotográfico ao de conteúdo. Assim, vai ter uma visão integrada de prazos e formatos e conseguir divulgar seu catálogo em todos os canais com menor risco de atrasos ou ruídos na comunicação. Esta fase entra no que chamamos de pré-produção. Uma etapa em que as equipes do e-commerce e do estúdio fotográfico definem também o briefing do formato, se a fotografia será still (quando o item aparece sozinho no quadro), o casting de modelos, estilista, maquiador, cenário, entre outras necessidades.

 Na fase de execução, o controle precisa ser ainda maior para garantir a logística, o manuseio e a apresentação correta dos produtos. As peças devem ser criteriosamente preparadas de acordo com tipo e características, para que o setor de fotografia inicie o shooting. Na sequência, com os produtos fotografados e conferidos, os editores entram em ação fazendo os ajustes e o fechamento com o e-commerce. É nesse momento-chave que o conteúdo precisa estar afiado, contendo todas as informações da oferta para subir na loja online. Isso não diz respeito apenas ao texto de apoio com as especificações do item vendido, mas à compreensão da jornada e do comportamento de compra do consumidor.

 É preciso considerar que, no ambiente virtual, o usuário não tem um vendedor disponível para guiá-lo ao melhor produto. Por isso, quem fará esse papel será o conteúdo. Afinal, de que adianta investir na produção fotográfica de toda uma coleção sem fechar a cadeia apresentando os itens de forma esclarecedora e atrativa. Além de disponibilizar detalhes importantes como material, acabamento, aplicabilidade e funcionalidades, o lojista pode e deve fazer mais.

 É necessário colocar-se no lugar do usuário, buscando entender as dúvidas dele em relação ao produto e como ele procura por algo no site. Dessa forma, pode-se apostar em formatos diferentes como infográficos ou vídeos demonstrativos e, até mesmo, melhorar a categorização dos itens, facilitando a busca. Quando o e-commerce consegue unir fotos que transmitem a mensagem ideal a um conteúdo assertivo ele não só aumenta suas chances de conversão, como resolve o problema do consumidor gerando empatia e relacionamento com a marca.

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Carolina Soares | Co-Founder Foto.Com


Natal online: o que muda nas compras deste fim de ano?

Lojas virtuais ajudam a manter comemorações de forma remota, mas têm desafios como garantir a conveniência e a personalização

Com a segunda onda da covid-19, os protocolos de isolamento social estão sendo reforçados a fim de controlar a curva de contágio. Governos estaduais e municipais seguem cancelando os festejos oficiais e vários deles já anunciaram medidas que proíbem aglomerações. Nesse cenário não-convencional, muitas famílias só conseguirão comemorar Natal e Reveillon de forma remota, através da tela do computador ou do celular. E isso vale, inclusive, para as compras e presentes do período, que também ganham força no ambiente digital. 

Segundo Carolina Soares, Co-Fundadora da Fotopontocom, empresa especializada em foto e conteúdo para o e-commerce brasileiro, mais uma vez, o comércio eletrônico vai desempenhar um papel crucial na manutenção da rotina das famílias. “Nos últimos 12 meses, o e-commerce despontou como canal de compras, uma vez que reduz o risco de exposição à doença em comparação à loja física. Agora, o que vemos é a segurança e a conveniência aliadas ao fator emocional. Além de ser uma oportunidade de garantir os itens para a ceia em casa, o comprador vai presentear amigos e familiares à distância, enquanto o encontro físico não pode ocorrer”, explica a executiva.

De acordo com o levantamento realizado pela consultoria Deloitte nos Estados Unidos (2020 Deloitte Holiday Retail Survey), 51% dos  consumidores se declararam preocupados em relação às compras físicas neste fim de ano, por conta da crise da covid-19, e 65% disseram preferirem comprar online para evitar aglomerações. No Brasil, os números são bem semelhantes, segundo pesquisa do IBM Institute for Business Value (2020), 64% dos consumidores brasileiros disseram que planejam comprar online, enviando os produtos para casa ou outros destinos, ou mesmo comprar no e-commerce e retirar na loja física. O dado é três vezes superior ao observado em 2019. O perfil do comprador também mudou. Para Carolina Soares, o consumidor online está atento a quatro fatores principais neste ano: preço, conveniência, facilidade e personalização. 

Considerando que a taxa de desemprego no Brasil atingiu a marca de 14,6%, afetando 14,1 milhões de pessoas até o último mês de setembro, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), o valor dos produtos será um dos elementos de maior relevância na decisão de compra. “O consumidor vai colocar na balança para decidir quem possui a melhor oferta. O desemprego, os cortes salariais e a incerteza econômica para os próximos meses estão ditando o comportamento de consumo nessa temporada. Infelizmente, o varejista brasileiro também vive um cenário de desvantagem, diante da escassez de insumos e da alta nos custos da cadeia de produção, o que impacta bastante na precificação. Muitos lojistas não podem fazer promoções mais agressivas pela própria sobrevivência do negócio”, avalia Carolina Soares.

Em relação à conveniência, a executiva lembra da complexidade que a pandemia acrescentou ao dia a dia das famílias, desde as dificuldades na hora da compra à rotina constante de higienização dos produtos. O e-commerce aliviou parte desse processo, mas os compradores estão exigindo um pouco mais das lojas online neste fim de ano, como por exemplo, soluções mais eficientes de logística e pagamentos. Same day delivery, entrega expressa, retirada na loja, parcelamento em 12 vezes, diferentes bandeiras de cartão de crédito, boleto bancário, pagamento instantâneo, ou seja, todas as condições que tornem a compra mais viável e acessível. 

O que nos leva ao quesito “facilidade”. Apenas no primeiro semestre de 2020, 7,3 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra pela internet, segundo a Ebit/Nielsen. Enquanto o novo consumidor espera encontrar plataformas intuitivas e que resolvam suas necessidades sem acrescentar a barreira digital à sua vida, o usuário mais maduro está cada vez mais exigente em termos de usabilidade. O desafio do varejo digital nesse sentido é atender os dois públicos de forma fluida e eficiente.

Para Carolina Soares, a hiperdigitalização em 2020 também levou os usuários a preferirem as empresas que se importam com a sua jornada e uma forma de mostrar um cuidado extra com o consumidor neste fim de ano está na personalização. “Esse é um exercício que muitos lojistas estão praticando e que pode ser feito no atendimento, na customização das embalagens de presentes e das mensagens e até numa entrega realizada antes do prazo esperado, o que pode surpreender quem deixa suas compras para a última hora. No Natal, o e-commerce não vende apenas produtos, mas itens que representam a expectativa e o sentimento do comprador”, conclui a executiva.